Andressa Pellanda & Rui da Silva
Meet our hosts
Com uma diversidade de perspectivas e sotaques, o Eduquê busca amplificar as vozes da educação em língua portuguesa. Neste teaser, além de conhecer nossos apresentadores, saiba de que maneira nossas entrevistas vão oferecer informações qualificadas e pertinentes para contextos locais e globais.
Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e Rui da Silva, pesquisador e presidente da direção do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, contam como surgiu a ideia do Eduquê e como pretendemos fazer com que a vivência do chão da escola encontre a pesquisa educacional, sempre em prol do direito à educação.
ANDRESSA PELLANDA: Olá a todas e todos. Estamos aqui gravando nosso primeiro podcast Eduquê, para a Campanha Nacional pelo Direito à Educação aqui do Brasil, é um momento muito importante porque já faz muitos anos que queremos debater mais a educação, levar mais as vozes e uma diversidade de vozes da educação, seja de ativistas, seja de pesquisadores, para o debate público e também sobretudo para o debate público internacional, já que muitas vezes nossos pesquisadores, nossos ativistas não chegam em outros países por conta das dificuldades da língua inglesa. Então, já faz muito tempo que temos pensado sobre essa questão de divulgar informação qualificada e didática, de forma bastante debatida e acessível a todo o mundo em diversas plataformas, nós avançamos em várias e agora a gente chega aqui nas plataformas de podcast, que é a nova febre do momento, em que a gente ainda vai chegar em mais públicos para debater e trazer mais gente para essa defesa do direito à educação. E você, Rui, o que te traz aqui?
RUI DA SILVA: O que me traz aqui hoje é [a ocasião] para falarmos do nosso podcast, o Eduquê. Eu, como grande aficionado de podcasts, já há algum tempo que tenho andado a pensar a importância de termos um podcast em língua portuguesa para onde posso discutir várias perspectivas e o conhecimento produzido não tanto só pela Academia, mas também pela sociedade civil e pela sociedade de uma forma mais global. Este diálogo, acho que poderá permitir e permite, com certeza, de ter uma perspectiva mais abrangente do que é o conhecimento e permite também fazer pontes entre a sociedade civil e a Academia. Então esta é a nossa ligação. E temos dois apresentadores, – é uma feliz coincidência, não é – estamos neste momento em fases diferentes de nosso percurso profissional, tu [Andressa] mais ligada à sociedade civil e eu, neste momento, mais ligado à Academia. Então, este diálogo torna-se um diálogo mais plural. Neste caso, falamos um diálogo em língua portuguesa e para quem fala a língua portuguesa. Pode ser alguém que esteja na África do Sul, nos Estados Unidos, quem sabe no Polo Norte. Desde que fale português e tenha uma investigação interessante e atual para partilhar conosco a língua portuguesa, teremos certeza todo o gosto em ouvir. Porque quando falamos em lusófono, falamos em falantes de língua portuguesa, não falamos apenas no espaço dos países que falam a língua portuguesa. Este é o nosso core, digamos, nosso interesse. Este é um diálogo plural, entre sociedade civil e academia, em língua portuguesa.
ANDRESSA PELLANDA: E foi justamente assim que surgiu essa ideia. Então, o Rui, como um bom ouvinte de podcasts, conhecia o FreshEd, podcast que é nosso irmão, de onde a gente nasce, e sugeriu que fizéssemos um podcast em português, também internacional, e a conversa foi entre nós porque estamos juntos na Rede Lusófona pelo Direito à Educação, que é justamente uma rede que atua pelo direito à educação nos diversos países lusófonos, mas com incidência internacional. E, justamente, juntando os países da Comunidade de Língua Portuguesa nos vários lugares do mundo e, com certeza, a gente vai convidar nossos colegas de vários países também da África lusófona e da Ásia também para virem para cá.
RUI DA SILVA: Para quem não sabe, o FreshEd é um podcast internacional que, semanalmente, lança um novo programa. Este programa, o FreshEd, é produzido e idealizado pelo Will Brehm, que é um pesquisador e professor do University College London, e todas as semanas ele tem um convidado que discute questões atuais, a partir de um artigo, ou de uma investigação recente que tenha publicado. E eu, como ouvinte regular, e como participante do programa… Leva-te a pensar: então, por que é que eu posso apresentar a minha investigação em língua inglesa e não posso fazê-lo em português? E se falava de mim, falava de outros investigadores e outras pessoas que produzem conhecimento e investigação, e então foi daí que começou a surgir a ideia deste diálogo coletivo. Este diálogo dentro da filosofia da Campanha pelo Direito à Educação também nos pareceu pouco um diálogo que se centrasse apenas entre o Brasil e Portugal – e, como disse há pouco, pode ser alguém que esteja no Pólo Norte e que queira partilhar em português a investigação conosco. A ideia que será esta comunicação em língua portuguesa e pode ser partir de um tema muito específico, de um sítio muito particular, por exemplo do Brasil, ou por uma questão mais global em termos de um país ou de vários países, ou até mesmo em termos de políticas educacionais, por exemplo, em termos mais mais globais.
ANDRESSA PELLANDA: E essa diversidade de sotaques, não sei como se fala sotaque em português de Portugal, é assim? Essa diversidade de sotaques que você está ouvindo aqui você também vai ouvir entre as nossas convidados, não só em como fala a língua portuguesa, como também na sua diversidade de olhares e as diversidades de convidados também que a gente vai trazer. Vamos trazer desde acadêmicos que debatem e estudam o direito à educação no âmbito da Academia, no âmbito da produção científica, como também ativistas da educação que estão aí também nessa linha de frente, nesse momento de combate à pandemia, sofrendo os impactos dessa pandemia no dia a dia e lutando pelo direito à educação, e quem de fato está ali no chão da escola, educadoras, educadores, trabalhadores da educação, estudantes por que não também?, trazendo essa multiplicidade de vozes de vários cantos do mundo, debatendo a educação, o direito à educação. Por que é também o direito? Porque todos eles têm uma coisa em comum, todos eles pensam a educação na perspectiva também de direito. Então isso é o nosso ponto em comum, além da língua portuguesa, claro.
RUI DA SILVA: E caso tenham sugestões de convidado, não deixem de visitar o site da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e enviar as vossas sugestões.
ANDRESSA PELLANDA: Estejam conosco para ouvir o nosso podcast Eduquê, que vem periodicamente para todas as plataformas de podcast do Brasil. Eduquê é produzido pelo podcast internacional FreshEd e pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
RUI DA SILVA: A transcrição desse episódio está disponível no site campanha.org.br e, traduzida para o inglês, no site freshedpodcast.com. As opiniões expressas pelo programa correspondem apenas às dos apresentadores e entrevistados – e não necessariamente representam posições institucionais de FreshEd e Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
ANDRESSA PELLANDA: Se você gostou do Eduquê, por favor faça a sua avaliação! Marque as 5 estrelinhas para o Eduquê no iTunes ou na sua plataforma de podcast favorita. Isso nos ajuda muito, mesmo.
RUI DA SILVA: O Eduquê tem produção executiva de Renan Simão e Will Brehm. Mariana Casellato, José Leite Neto e Rui da Silva são produtores. A música original do Eduquê é de Joseph Minadeo, do PatternBased Music.
ANDRESSA PELLANDA: O Eduquê é financiado pelo Instituto de Educação da University College London, pela NORRAG – que é a Rede de Políticas Internacionais e Cooperação em Educação e Treinamento e por ouvintes como você. Faça a sua colaboração em
FreshEdpodcast.com/donate ou em direitoaeducacao.colabore.org. Obrigada pela atenção. Aqui quem fala é Andressa Pellanda, coordenadora-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, do Brasil.
RUI DA SILVA: E Rui da Silva, pesquisador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, de Portugal. Estaremos de volta no mês que vem. Até lá!
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